quinta-feira, 24 de junho de 2010

Como não sofrer com a síndrome de visão de computador | HypeScience

Como não sofrer com a síndrome de visão de computador HypeScience

Com o uso cada vez mais constante do computador, cada vez mais as pessoas desenvolvem problemas de visão por causa da tela do aparelho. Essa série de problemas foi batizada de “síndrome de visão de computador”.

Os sintomas são dores de cabeça, queimação nos olhos, olhos secos e embaçados. Eles parecem familiares?
Conheça algumas coisas que você pode fazer antes de que sua visão esteja completamente arruinada.

Renove seu monitor
Pesquisas mostraram que os monitores mais velhos causam mais problemas de visão do que os mais recentes, então compre um modelo mais novo.

Iluminação
Assegure que as condições de iluminação de sua área de trabalho estejam perfeitas para sua visão. Se a luz for muito forte, seus olhos ficam cansados – e a mesma coisa acontece se houver pouca luz. Então tenha certeza que a iluminação está balanceada.

Exercite seus olhos
Quando tiver uma meia hora livre, aproveite para fazer alguns exercícios oculares (sim, os olhos também podem ser exercitados).

Confira essa lista:
1. Sente-se por um momento, esfregue as palmas de suas mãos uma na outra até aquecê-las. Depois feche os olhos e coloque as palmas sobre eles, enquanto ainda estão quentes. Após um período de dois minutos você sentirá que está ainda mais escuro de olhos fechados. É essa escuridão que é altamente terapêutica.
2. Olhe para cima e para baixo repetidas vezes. “Rolar” seus olhos dessa forma faz com que eles se movimentem de forma diferente do que acontece na frente do computador.
3. Outro exercício aconselhado é fechar os olhos com força por cinco segundos e depois abri-los e não piscar por outros cinco segundos. Você deve repetir isso aproximadamente oito vezes.

Remédios naturais e caseiros
Também há remédios naturais que podem aliviar os sintomas dessa síndrome. Eles contém ingredientes fáceis de serem achados que, possivelmente, você já tem em casa:

1. Sementes de girassol são altamente nutritivas e cheias de vitaminas que beneficiam a visão. Se você ingerir meia xícara dessas sementes (sem serem salgadas ou processadas) sentirá que alguns sintomas serão aliviados.
2. Corte duas finas rodelas de batata e as coloque sobre seus olhos durante 20 minutos (da mesma forma que pessoas colocam rodelas de pepinos).
3. Cozinhe alecrim em água quente por 10 minutos e depois molhe um pano de algodão (bem limpo) com o líquido. Coloque esse pano sobre os olhos fechados durante 15 minutos.

Mas se você sente que seus olhos estão muito secos ou embaçados e se sua visão está muito ruim, é melhor consultar um oftalmologista. Ele provavelmente irá recomendar óculos especiais para que você use na frente do computador – eles são feitos para aliviar a tensão que a luz do monitor causa. [Environmental Graffiti]

Para voce ter uma noção do quão é importante os exercícios fisicos :)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nanofood: o futuro da alimentação | HypeScience

Nanofood: o futuro da alimentação HypeScience

Pense na seguinte situação: você vai a uma churrascaria, se empanturra com três tipos de carne por minuto e sai completamente satisfeito. O problema é depois, na hora de prestar contas com a balança e com os médicos. Pois bem, a indústria alimentícia está lhe preparando uma surpresa: você pode ficar só com a satisfação de ter comido um boi inteiro, comendo muito pouco.


Essa é a nanofood. O conceito básico é diminuir o tamanho e a massa dos alimentos, sem alterar suas propriedades nutritivas básicas. A base dessas mirabolantes pesquisas está no Instituto de Pesquisas Alimentícias (IFR, na sigla em inglês), sediado na Grã-Bretanha.

Para “enganar” o sistema digestivo (fazer o corpo pensar que já comeu muito) os cientistas desenvolveram um sistema que trabalha nas proteínas da comida. É que o mecanismo que avisa ao cérebro algo como “ei, já tá bom, chega de comer”, fica localizado no íleo, a última porção do intestino delgado.

Normalmente, as proteínas já vão se quebrando nas duas primeiras porções do intestino, assim, os aminoácidos (as partes da proteína) já digeridos não ativam rapidamente o mecanismo de satisfação alimentar quando passam pelo íleo, é preciso muitos aminoácidos. Os cientistas conseguiram prorrogar a quebra das proteínas até a chegada ao íleo. Lá, elas explodem de repente, ativando o mecanismo imediatamente, ou seja, a pessoa comeu bem menos até o momento da “explosão”. Com isso, a pessoa ingere menos gorduras nocivas e mais proteínas, ou seja, ponto para a saúde.

Os alimentos estão sendo desenvolvidos para serem “diets”, mas conservarem o sabor original. Há um outro truque para isso: é encontrado, por exemplo, nas maioneses. A maionese diet tradicional substitui grande parte da gordura por água, e por essa razão o gosto fica insosso, longe da maionese normal, e poucas pessoas consomem. A “nano-maionese”, para disfarçar a quantidade extra de água, coloca uma nano-gota de óleo em cada gota de água. Por essa razão, o gosto se mantém, mas o colesterol cai.

Ainda há um ramo da indústria que estimula a inclusão de nano-partículas de prata nos alimentos, com indícios de que ajuda o sistema imunológico, mas a pesquisa ainda está em discussão. Isso se aplica a algumas buscas na área de suplementos alimentares. Uma delas, que visa implementar ferro na alimentação através de nano-partículas de uma proteína que contém ferro, sem causar efeitos colaterais, também está ainda em desenvolvimento.

Empecilhos: ainda é um produto caro, poucas empresas da indústria alimentícia se aventuram na fabricação. Aqui no Brasil, a extensão da nanofood é quase nula. As grandes empresas estão apenas começando a pensar em estratégias para massificar a produção, as poucas empresas de nanofood vendem apenas pela internet.

Fala-se também em produzir alimentos sintéticos, totalmente a partir do zero. Uma equipe de biotecnologia conseguiu produzir uma espécie de carne apenas com proteínas tiradas do leite. Estaríamos entrando numa nova era, em que uma refeição completa, com todos os nutrientes necessários, pode ser ingerida em um cubinho de 1cm³. [New Scientist]